Vamos analisar friamente, o ano, do ponto de vista do
torcedor do CRB, foi bom ou ruim? Como uma questão de lógica e honestidade,
precisamos fazer um balanço do CRB este ano como um todo, não podemos pegar
apenas uma competição e partir daí, balizar tudo que foi feito nestes dez meses
de atividades do Galo da Praia.
Vamos começar com a Copa do Nordeste, um verdadeiro fiasco, acreditou-se
em apostas, jogadores que não tinham a capacidade nenhuma de vestir a camisa do
CRB, quem se lembra de Liliu, Jairo, Henri, Carlão, Paulo Victor, Kaká, Ednei.
Resultado, uma classificação ridícula, apenas o terceiro colocado, em um grupo
que tinha o Santa Cruz, Campinense e Feirense. Fizemos apenas seis pontos, duas
vitórias contra o fraquíssimo Feirense, campanha para ser esquecida, do ponto
de vista da classificação, mas a direção do CRB tem que tirar lições desse
papelão que foi a participação do Regatas, até porque em 2014 teremos mais uma
Copa do Nordeste, como virá o CRB?
No alagoano deste ano, tivemos a redenção, embora possa
parecer desprezo e falta de respeito, mas não é, apenas uma constatação, pelo
menos eu penso assim, nunca foi tão fácil o CRB ser campeão este ano, de longe,
mesmo sendo ridículo na Copa do Nordeste, o Regatas era o melhor time da
competição, disparado é bom dizer! O torcedor azulino que estiver lendo vai
dizer, como foi fácil, ganharam nos pênaltis, em uma decisão dramática, como
foi fácil isso? Pois então vejamos, no primeiro jogo da decisão, o CRB enfiou 4
X 2 no CSA, se valessem os critérios de muitos estaduais Brasil afora, a
segunda partida seria quase um amistoso, mas como o critério não foi o mais
usual, que dizer, não havia saldo de gols, e jogo tenderia ser mais
equilibrado. Mas quem estava lá naquela final, sendo honesto, qual foi à chance
criada pelo CSA que poderia ter resultado em um gol, nenhuma amigos, quando o
CSA teve uma, foi o gol, e só! O CRB mandava no jogo, foi sufoco, é verdade,
mas foi o único, tal superioridade do CRB na competição. Aí vieram os
problemas, embalados pelo título, a direção do CRB e grande parte de sua
torcida, esperavam que o time na Série C deslanchasse, mesmo considerando um
Santa Cruz ou Fortaleza por exemplo. Mais quatro vagas, uma seria nossa, era
assim que o torcedor regatiano pensava, com razão, é bom dizer! Ora, no
alagoano o CRB sobrou, porque teríamos que temer a Série C. Bem, o início não
foi bom, com o técnico Márcio Goiano, caminhava-se para a série D, foi um
início muito ruim, veio à parada da Copa das Confederações e sob o comando do
Roberval Davino o Galo cresceu o que possibilitou que todos sonhassem com a
classificação para a fase seguinte e consequentemente o acesso à série B.
realmente foi uma empolgação, de um time cambaleante no início da competição,
conseguiu ficar oito partidas sem perder, acumulando vitórias e empates
importantes, inclusive fora de casa! O problema é que o grupo do CRB foi muito disputado,
apesar dos oitos jogos invicto, o CRB ficava ali na quinta ou sexta posição,
com diferenças mínimas para o primeiro colocado diferença que não chegava às
vezes a dois pontos no máximo, a campanha do início foi determinante para a não
classificação do CRB! Muito se tem questionado o trabalho do Roberval como
treinador, mas se esquecem de que ele pegou o time lá embaixo na tabela, ele
organizou o time, quase nos classificamos, mesmo assim, os questionamentos são
vários e às vezes tendenciosos!
Aquela partida com o Treze da Paraíba vai ficar marcada, até
o presidente entrou no vestiário para criticar o treinador, o clima ficou
pesado, tenho a ligeira impressão que a partir daquele episódio, as coisas
azedaram de vez, por isso o baixo rendimento do clube na reta final. Mesmo assim,
quem não lembra, martelamos o Treze o tempo todo, não merecíamos perder, mesmo
jogando errado, com a falta do insubstituível Diego Aragão, perdemos a partida!
Interessante, de cada dez cronistas esportivos, dez criticavam o meia
regatiano, mas na época do Roberval virou um craque que não podia sair do time,
um sacrilégio não colocar o jogador naquele jogo, impressionante!
Claro que dava para subir, mas faltou aquele detalhe em que
a direção costuma se eximir, na escolha do treinador, tinha o Ademir Fonseca,
até hoje não explicaram direito a sua saída. Trouxeram o Márcio Goiano, foi uma
experiência infeliz, tal qual a do Pintado, lembram, mudaram de novo, trouxeram
o Roberval mais uma vez, como no ano passado, quase livra o Regatas do
descenso, agora quase sobe, e ele é que está errado? E as condições, e um meia
com habilidade para botar a bola no chão, fomos encontrar muito tarde!
O reducionismo no pensamento de quem dirige é que
impressiona, hoje fizemos festas porque ficamos na série C, arrisco a dizer, no
dia que a CBF organizar a série E, ficaremos felizes com a série D, haja pensamento
pequeno, nós temos que ousar pensar alto, esse é o nosso maior compromisso!