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domingo, 6 de outubro de 2013

Politicagem agourenta!

Não quero ser agourento, mas a mistura de futebol com a politicagem, sempre dá errado. Veja o caso do ASA, lembro-me quando da assinatura do patrocínio da Caixa Econômica Federal, foi uma festa, com direito a fotos das personalidades políticas do Estado, tais como Fernando Collor, Renan Calheiros e a sempre sorridente prefeita Célia Rocha. Na época falaram que seria a redenção total do alvinegro arapiraquense, que montaria um time quase que imbatível para a série B, seguramente retornaria com a hegemonia do futebol alagoano, perdida nos dois últimos anos para o CRB.
Muitos falaram nas “Redes Sociais” que o senador Collor iria morar em Arapiraca, ele agora seria alvinegro de coração, abandonaria momentaneamente a sua paixão pelo CSA, todos seria alvinegro, e a cidade de Arapiraca passou a ser a Meca dos políticos alagoanos. Quem poderia supor que o ASA fosse um fracasso total até aqui, lanterna da competição, em 27 jogos fez apenas 29 gols e tomaram retumbantes 54 gols. Quem poderia supor, a não ser o personagem do genial jornalista Elio Gaspari, o Eremildo, o idiota, achar que a politica e os políticos entrariam em campo para resolver estes pequenos probleminhas de percurso, aonde o time foi bagunçado com contratações comuns, com uma direção que só bate a cabeça, e levam o glorioso alvinegro cada vez mais para baixo na classificação da Série B!
Não meus amigos de Arapiraca, eu sei que porque morei em Arapiraca, o povo daí gosto muito de futebol, comparece sempre, se bem que, dedes alguns anos atrás, a torcida do ASA vem desaparecendo do Municipal, e não sou quem digo, são os números dos borderôs divulgados pela própria Agremiação. Quanto isso, a esse problema de torcida comparecer ou não os estádios, como era de costume em Arapiraca, acho que seja por conta em parte da TV, da violência que infelizmente domina aqui e alhures. Talvez seja fundamental a campanha do time, ninguém é besta, torcedor não é trouxa, apesar de se vender uma imagem de imbatível ao time alvinegro, os seus dirigentes eram infalíveis, tem cronistas daqui de Maceió que devem estar contorcendo a língua neste momento, para estes, a direção do ASA era um exemplo para CRB e CSA, tudo era uma coisa sequencial, mudavam as peças, mas a ideologia era a mesma!
Não foi bem isso, alguma coisa aconteceu, a politica sim deve vir influenciando, a falta de amadurecimento do presidente, o choque de interesses para ver quem manda mais, tudo isso pode estar ocorrendo nos bastidores, e quando isso começa a ocorrer, quando o sangue não é estancado a tempo, o final todo mundo já sabe qual é.
Outra coisa, a imprensa de Arapiraca compra a briga pelo time como um fim em si, não se faz uma crítica contundente ao que se tem feito ao ASA, todos passam a mão por cima, como se isso fosse ajudar ao alvinegro, e não é bem assim, é preciso dar liberdade aos que fazem futebol em Arapiraca, qualquer crítica é entendida como uma crítica ao futebol de Arapiraca, ao ASA, ao povo de Arapiraca, aos políticos, a isso e aquilo!

O ASA ainda pode escapar? Claro que pode, mas do jeito que vai indo, nove derrotas seguidas, nem o CRB pecou tanto quando caiu em 2008, ano da pio campanha regatiana na série B. Mas a situação tem que ser passado a limpo, se der tempo, que eu acredito que porcaria já deve estar bem alta mesmo, não dê tempo de limpar mais nada, mas o mínimo tem que ser feito ajustar o plantel, ver quem quer alguma coisa, não adianta trazer treinadores e mais treinadores de fora, que não conheçam a realidade, efetivar o Moisés seria uma saída, ou chamar o Freitas para treinador, seria outra saída. Mas agora não adianta, chamaram o Heron Ferreira, é torcer que ele motive o time, esta seria à única chance do ASA tentar sair da Zona de Rebaixamento. Por último, ouvindo a Novo Nordeste ontem, para ser justo, a que mais questiona a situação do ASA em Arapiraca, embora cheia de limitações nas críticas, mesmo assim, abriu espaços para os torcedores alvinegros, e um deles, com a sabedoria que é peculiar aos torcedores falou em alto e bom som, “se quisessem muda alguma coisa, seria no final do primeiro turno, agora, faltando algumas rodadas, é tarde demais”! Falou tudo o torcedor, pena que geralmente os dirigentes nunca ouvem as vozes roucas das ruas, ou melhor, dos estádios de futebol!

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