Não quero ser agourento, mas a mistura de futebol com a
politicagem, sempre dá errado. Veja o caso do ASA, lembro-me quando da
assinatura do patrocínio da Caixa Econômica Federal, foi uma festa, com direito
a fotos das personalidades políticas do Estado, tais como Fernando Collor,
Renan Calheiros e a sempre sorridente prefeita Célia Rocha. Na época falaram
que seria a redenção total do alvinegro arapiraquense, que montaria um time
quase que imbatível para a série B, seguramente retornaria com a hegemonia do
futebol alagoano, perdida nos dois últimos anos para o CRB.
Muitos falaram nas “Redes Sociais” que o senador Collor iria
morar em Arapiraca, ele agora seria alvinegro de coração, abandonaria
momentaneamente a sua paixão pelo CSA, todos seria alvinegro, e a cidade de
Arapiraca passou a ser a Meca dos políticos alagoanos. Quem poderia supor que o
ASA fosse um fracasso total até aqui, lanterna da competição, em 27 jogos fez
apenas 29 gols e tomaram retumbantes 54 gols. Quem poderia supor, a não ser o
personagem do genial jornalista Elio Gaspari, o Eremildo, o idiota, achar que a
politica e os políticos entrariam em campo para resolver estes pequenos
probleminhas de percurso, aonde o time foi bagunçado com contratações comuns,
com uma direção que só bate a cabeça, e levam o glorioso alvinegro cada vez
mais para baixo na classificação da Série B!
Não meus amigos de Arapiraca, eu sei que porque morei em
Arapiraca, o povo daí gosto muito de futebol, comparece sempre, se bem que,
dedes alguns anos atrás, a torcida do ASA vem desaparecendo do Municipal, e não
sou quem digo, são os números dos borderôs divulgados pela própria Agremiação. Quanto
isso, a esse problema de torcida comparecer ou não os estádios, como era de
costume em Arapiraca, acho que seja por conta em parte da TV, da violência que
infelizmente domina aqui e alhures. Talvez seja fundamental a campanha do time,
ninguém é besta, torcedor não é trouxa, apesar de se vender uma imagem de
imbatível ao time alvinegro, os seus dirigentes eram infalíveis, tem cronistas daqui
de Maceió que devem estar contorcendo a língua neste momento, para estes, a
direção do ASA era um exemplo para CRB e CSA, tudo era uma coisa sequencial,
mudavam as peças, mas a ideologia era a mesma!
Não foi bem isso, alguma coisa aconteceu, a politica sim
deve vir influenciando, a falta de amadurecimento do presidente, o choque de
interesses para ver quem manda mais, tudo isso pode estar ocorrendo nos
bastidores, e quando isso começa a ocorrer, quando o sangue não é estancado a
tempo, o final todo mundo já sabe qual é.
Outra coisa, a imprensa de Arapiraca compra a briga pelo
time como um fim em si, não se faz uma crítica contundente ao que se tem feito ao
ASA, todos passam a mão por cima, como se isso fosse ajudar ao alvinegro, e não
é bem assim, é preciso dar liberdade aos que fazem futebol em Arapiraca,
qualquer crítica é entendida como uma crítica ao futebol de Arapiraca, ao ASA,
ao povo de Arapiraca, aos políticos, a isso e aquilo!
O ASA ainda pode escapar? Claro que pode, mas do jeito que vai
indo, nove derrotas seguidas, nem o CRB pecou tanto quando caiu em 2008, ano da
pio campanha regatiana na série B. Mas a situação tem que ser passado a limpo,
se der tempo, que eu acredito que porcaria já deve estar bem alta mesmo, não dê
tempo de limpar mais nada, mas o mínimo tem que ser feito ajustar o plantel,
ver quem quer alguma coisa, não adianta trazer treinadores e mais treinadores
de fora, que não conheçam a realidade, efetivar o Moisés seria uma saída, ou
chamar o Freitas para treinador, seria outra saída. Mas agora não adianta,
chamaram o Heron Ferreira, é torcer que ele motive o time, esta seria à única
chance do ASA tentar sair da Zona de Rebaixamento. Por último, ouvindo a Novo
Nordeste ontem, para ser justo, a que mais questiona a situação do ASA em Arapiraca,
embora cheia de limitações nas críticas, mesmo assim, abriu espaços para os
torcedores alvinegros, e um deles, com a sabedoria que é peculiar aos
torcedores falou em alto e bom som, “se quisessem muda alguma coisa, seria no
final do primeiro turno, agora, faltando algumas rodadas, é tarde demais”!
Falou tudo o torcedor, pena que geralmente os dirigentes nunca ouvem as vozes
roucas das ruas, ou melhor, dos estádios de futebol!
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